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por JQ, em 19.01.17
De que adianta sentirmo-nos herdeiros de A ou B

Quando Z permanece horrivelmente distante? Bolas,

Entre tanto ruído, talvez persista um signo maior, um X

Bom, nisso admito alguma derrota, mas agora nem tanto.

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My saddest definition of love

por JQ, em 19.01.17

oldie magazine facebook.png

 "Oldie Magazine" - um excerto do correio dos leitores

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Nada que deveras importe

por JQ, em 19.01.17

O "Livro de Caretas", no início, vai soando melhor do que um improvável "Livro de Namoradas". Concedam: quantas delas ou deles costumam perguntar: "em que estás a pensar?" e a quantas delas ou deles costumamos mentir com a verdade: "Nada de importante"? Bom, assim sendo, segue-se algo deveras irrelevante.

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"We´re like crystal, we break easy"

por JQ, em 18.01.17

Crystal - New Order, em 2001 ("Don't know what to say [you wouldn't care anyway]"

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Lamento

por JQ, em 18.01.17

Outros veriam nisso indício ou possibilidade de algum amor, mas eu sinto algo muito próximo do desconforto e da estranheza ao pressentir que alguém consegue ler-me por dentro. Nesse susto, respondo com os mais inócuos disparates, só para que o riso cumpra a sua função primordial: confortar o próximo, distanciando-o de algum Real mais avinagrado. Costumo fazê-lo sempre que gosto de alguém. Gostava de não acreditar nisto: ser transparente neste mundo costuma acabar bem mal. Chegado aí, qualquer um tenta driblar o dia-a-dia conforme puder. Essas fintas quase nunca resultam bem. Lamento. Este mundo não presta. Precisamos de outro um pouco mais benigno.

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Num qualquer manual de auto-ajuda

por JQ, em 18.01.17

 

Pete Tosh & Mick Jagger - Don't Look Back (não consigo, lamento, às vezes esquecer é mais difícil do que recordar)

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por JQ, em 18.01.17

(sempre grato, P.)

 

Quando eu morrer batam em latas,

Rompam aos saltos e aos pinotes,

Façam estalar no ar chicotes,

Chamem palhaços e acrobatas!

 

Que o meu caixão vá sobre um burro

Ajaezado à andaluza...

A um morto nada se recusa,

Eu quero por força ir de burro.

 

 

- Mário de Sá-Carneiro

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Reinaldo Q (20.11.1926 - 12.01.2017)

por JQ, em 12.01.17

Ceremony - versão dos New Order de um original dos Joy Division

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Cidadão português e, daí, cidadão do Mundo: Mário Alberto Nobre Lopes Soares

por JQ, em 11.01.17

Há décadas a responsabilidade pelas páginas de Necrologia dos jornais costumava caber aos estagiários ou aos mais inaptos para notícias de maior fôlego. Desde que me lembro de mim, sempre escapei, até com gripes encenadas, a funerais, alusões e conversas sobre a Morte e seus derivados. Contradição: ainda me fustigo ao distinguir em mim uma espécie de preferência por autores já defuntos. As minhas francas desculpas pela minha distracção/ignorância a quem ainda subvive, tentando renovar sons, imagens, palavras e ideias por aí fora, quando se segue mais um exercício necrológico:

 

Nunca votei em Soares nem no P.S., nem sequer na minha cidadezinha, de onde precisei sair para me aperceber de que, comparativamente a outras cidadezinhas com autarcas mais “imediatos”, o resultado foi bem melhor. Nas presidenciais de 1986, quando os meus pais foram votar "útil" em Soares, disse-lhes: "Não vou votar. Não confio em nenhum deles. Vocês, que até são mais portugueses do que eu, não conhecem os portugueses. Soares vai ganhar". Acertei por menos de mil votos...

 

Com o tempo, fui-me adaptando à certeza crescente de que a humanidade é diversa quanto baste para que sistemas de partido único não funcionem. Basta atentar nalguns sinais-ideias difundidos, p. ex., pelos governos da Hungria, da República Checa, da Polónia e de quase todos os governos bálticos para reparar que após tanta boca calada pelo medo e prateleiras vazias só poderia resultar uma deriva popular tipicamente da Direita mais idiota. Sim, se décadas sob partidos únicos, passivos afilhados de Moscovo, em que só o Ensino e a Saúde eram excepção, tivessem resultado, os votantes de Leste não seriam agora tão reaccionários.

 

Não funcionaram, a sério que não, e Soares ter-se-á apercebido disso antes de muitos (de mim também). Durante a minha infância, adolescência e juventude não me foram nada simpáticos os seus ziguezagues. Soavam-me àquela treta, ainda contemporânea, de tantos que, entre lugares-comuns, banalidades e contradições iam/vão repetindo as conveniências do momento. Uma atenuante em Soares: encostou-se aos norte-americanos, ao FMI e à alta finança, quando receou que aqui se instalasse um regime de partido único; acabou por debitar opiniões contra a corrente predominante, por vezes até mais radicais do que as do Bloco ou do PC, ao reparar na selvajaria neoliberal das últimas décadas.

 

Custou-me entendê-lo. O pragmatismo só profissionalmente é para mim um valor quase absoluto (contas por pagar, tecto e comida por assegurar... enfim, questões da mais básica sobrevivência). Mantenho, por natureza edipiana, alguma desconfiança em gente sempre bem-disposta, que parece sentir-se bem entre multidões. Ainda valorizo, como não?, a simpatia e a boa educação, mas não me bastam. Preciso acreditar nelas, pressenti-las sub-cutâneas.

 

Sem nunca ter conhecido mais do que a sua presença mediática, suspeito há anos que Soares terá tentado ser autêntico consigo próprio. Bastou-me isso para este exercício necrológico. Dêem-lhe um longo desconto por ser humano (até terá contribuído para que os últimos anos de Luiz Pacheco fossem menos desconfortáveis). Oh, quem me dera poder ser um pouco mais empático, um pouco mais comunicativo! Eu bem que gostava, mas não consigo. Enfim, guardem-me alguma condescendência por raramente conseguir ser tão Português quanto ele.

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por JQ, em 09.01.17

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Vila do Conde - Dezembro 2016 + The Great Banana Hoax - The Electric Prunes, em 1967

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O meu presépio

por JQ, em 06.01.17

 

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 Vila do Conde - Dezembro 2016

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por JQ, em 06.01.17

Salvé, reino animal:

todo o peso celeste

suportas no teu ermo.

 

Toda a carga terrestre

carregas como se

fosse feita de vento.

 

Teus cascos lacerados

na lixa do caminho

e tuas cartilagens

 

e teu rude focinho

e tua cauda zonza,

teu pêlo matizado,

 

tua escama furtiva,

as cores com que iludes

teu negrume geral,

 

Teu voo limitado,

teu rasto melancólico,

tua pobre Verónica

 

em mim, que nem pastor

soube ser, ou serei,

se incorporam num sopro.

 

Para tocar o extremo

da minha natureza,

limito-me: sou burro.

 

Para trazer ao feno

o senso da escultura,

concentro-me: sou boi.

 

A vária condição

por onde se atropela

essa ânsia de explicar-me

 

agora se apascenta

à sombra do galpão

neste sinal: sou anjo.

 

 

Carlos Drummond de Andrade

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Alguns riscos


Indícios?, por demais

um tremendo cansaço

de coisas feias, e daí

sons, diversos traços

caracteres alguns

de um rasto só


Algum tempo:


2017 Janeiro 2016 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro ; 2015 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro ; 2014 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro; 2013 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro; 2012 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho


Junho 2006/Junho 2012

(arquivos não acessíveis

via Google Chrome)


Algumas pessoas:


T ; José Carvalho da Costa, Francisco Q ; Alcino V, Vitor P ; José Carlos T, Fernando C, Eduardo F ; Paulo V, "Suf", Zé Manel, Miguel D, S, Isabel, Nancy ; Zé T, Marcelo, Faria, Eliana ; Isabel ; Ana C ; Paula, Carlos, Luís, Pedro, Sofia, Pli ; Miguel B ; professores Manuel João, Rogério, Fátima Marinho, Carlos Reis, Isabel Almeida, Paula Morão, Ivo Castro, Rita Veloso, Diana Almeida


Outros que, no exacto antípoda dos anteriores, despertam o pior de mim:


Demasiados. Não cabem aqui. É tudo gente discursivamente feia. Acendendo a TV ou ouvindo quem fora dela reproduz agendas mediáticas, entre o vómito e o tédio a lista tornar-se-ia insuportavelmente longa.


Uma chave, mais um chavão? A cultura popular do início deste séc. XXI fede !


joseqcarvalho@sapo.pt


Alguns nomes:


José Afonso ; 13th Floor Elevators, The Monks, The Sonics, The Doors, Jimi Hendrix, The Stooges, Velvet Underground, Love / Arthur Lee, Pink Floyd (1967-1972), Can, Soft Machine, King Crimson, Roxy Music; Nick Drake, Lou Reed, John Cale, Neil Young, Joni Mitchell, Led Zeppelin, Frank Zappa ; Lincoln Chase, Curtis Mayfield, Sly & The Family Stone ; The Clash, Joy Division, The Fall, Echo & The Bunnymen ; Ramones, Pere Ubu, Talking Heads, The Gun Club, Sonic Youth, Pixies, Radiohead, Tindersticks, Divine Comedy, Cornelius, Portishead, Beirut, Yo La Tengo, The Magnetic Fields, Smog / Bill Callahan, Lambchop, Califone, My Brightest Diamond, Tuneyards ; Arthur Russell, David Sylvian, Brian Eno, Scott Walker, Tom Zé, Nick Cave ; The Lounge Lizards / John Lurie, Blurt / Ted Milton, Bill Evans, Chet Baker, John Coltrane, Jimmy Smith ; Linton Kwesi Johnson, Lee "Scratch" Perry ; Jacques Brel, Tom Waits, Amália Rodrigues ; Nils Frahm, Peter Broderick, Greg Haines, Hauschka ; Franz Schubert, Franz Liszt, Eric Satie, Igor Stravinsky, György Ligeti ; Boris Berezovsky, Gina Bachauer, Ivo Pogorelich, Jascha Heifetz, David Oistrakh, Daniil Trifonov


Outros nomes:


Agustina Bessa Luís, Anna Akhmatova, António Franco Alexandre, Armando Silva Carvalho, Bob Dylan, Boris Vian, Carl Sagan, Cole Porter, Daniil Kharms, Evgeni Evtuchenko, Fernando Pessoa, George Steiner, Gonçalo M. Tavares, Guy Debord, Hans Magnus Enzensberger, Harold Bloom, Heiner Müller, João MIguel Fernandes Jorge, John Mateer, John McDowell, Jorge de Sena, José Afonso, Jürgen Habermas, Kevin Davies, Kurt Vonnegut Jr., Lêdo Ivo, Leonard Cohen, Luís de Camões, Luís Quintais, Marcel Proust, Marina Tzvietaieva, Mário Cesariny, Noam Chomsky, Ossip Mandelstam, Ray Brassier, Raymond Williams, Roland Barthes, Sá de Miranda, Safo, Sergei Yessinin, Shakespeare, Sofia M. B. Andresen, Ted Benton, Vitorino Nemésio, Vladimir Maiakovski, Wallace Stevens, Walter Benjamin, W.H. Auden, Wislawa Szymborska, Zbigniew Herbert, Zygmunt Bauman


Algum som & imagem:


Avec élégance

Crazy clown time

Danse infernale

Dark waters

Der himmel über berlin

Forever dolphin love

For Nam June Paik

Gridlocks

Happy ending

Lilac Wine

L'heure exquise

LoopLoop

Materials

Megalomania

Metachaos

Nascent

Orphée

Sailing days

Soliloquy about...

Solipsist

Sorry, I'm late

Submerged

Surface

Their Lullaby

The raw shark texts

Urban abstract

Unter