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na falta de melhor opção "hoje vou ficar aqui dançando"

por JQ, em 21.04.17

 

CSS = Cansei de Ser Sexy (ora bolas, de novo uma enorme falta de assunto : ), desta vez com legendas. Correcção a modos que mal-intencionada, suspeitando do título: “ACHO UM POUCO BOM” talvez soasse mais exacto “ACHO DEVERAS MAL”.

Clicando num botanito no fundo mais à esquerda do clip talvez isso permita ler melhor uma das letras mais sociopatas alguma vez escritas em Português: “Hoje eu não vou sair de casa, hoje eu não vou pisar na rua… hoje eu não quero confusão… hoje eu vou ficar ouvindo música, hoje eu vou ficar aqui dançando, hoje eu vou ficar aqui na “minha”, eu vou ficar sozinha…” e assim por diante.

Seja isso o que é ou o que for, mais uma ilustração pop do que pode correr mal quando se tenta manter alguma sanidade, construindo impossíveis para sobreviver entre demasiada gente e demasiado ruído.

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Quase apenas sobre cortes de cabelo (quero lá saber da CGD e do Montepio e do raio que nunca mais parte essa gente)

por JQ, em 03.04.17

 Love Plus One -  Haircut 100, 1982

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Lisboa, às vezes...

por JQ, em 03.04.17

Parecendo que sim, este não vai ser mais “um post do meu umbigo”. Os pormenores pessoais limitam-se à pretensão de iludir a aparente superficialidade dos temas que mais me interessam: a Moral e a Estética (sim, logo à partida, dois territórios sempre em guerra). Adiante.

 

Já não cortava o cabelo desde Dezembro. A barba? Desde Vila do Conde, em Janeiro. Quase todas as manhãs um colega mais divertido cumprimentava-me com um “Olá, Moisés”. Outra, mais arisca (uma cinquentona que faz impossíveis para parecer mais jovem), perguntou-me há uns dias: “Isso é para durar? Você nem parece um funcionário público”. Apeteceu-me responder: “Oh que carago, o que raio tem você a ver com isso?”, mas Lisboa e a passagem do Tempo têm-me levado a ser mais condescendente. Só lhe disse: “Azar o seu. Fui escolhido num casting para um filme bíblico e agora não me deixam cortar os pêlos”. Claro que não entendeu a piadola sem graça. Mais valia tê-la mandado para uma parte feia qualquer. Enfim, além de uma reforma antecipada, ela não merece nenhuma maldade minha.

 

O meu barbeiro local, a 200 mts de casa, também faleceu em Janeiro. Um velhote exemplar, nada italiano, demasiado reservado até para o meu gosto. Bastou dizer-lhe uma vez o que queria: o mais banal possível; risca ao lado meio discreta; nada de poupas à frente nem demasiado em cima; atrás e dos lados vá desbastando o mais que puder. Para mim, funcionava durante 3 meses e isso para mim bastava.

 

Cheguei a experimentar um outro, 1 km mais abaixo. Um tipo talvez da minha idade, com uma grande poupa e suíças recortadas em bico, próximas do péssimo gosto capilar de Cristiano Ronaldo. Tudo bem, cada um tem o espelho que merece, mas o estupor da criatura, talvez possessa por pruridos artísticos demasiado pimba, quando eu lhe dizia “Corte mais assim ou assado”, demasiado amável respondia: “Mi disculpe, viu, eu é que sei o que lhe fica milhor”. Chiça, fervia por dentro ao deduzir que iria precisar de outro corte em 1 ou 2 meses, mas emudecia, pois de nada adianta encetar discussões com “artistas” desprovidos de dúvidas sobre a sua “arte”. Nunca lá mais voltei. Aquele “chapa-cara-viu” perdeu um cliente. Nada de grave nisso.

 

Uma breve explicação. De onde raio provêm as minhas “certezas” sobre o meu cabelinho e a minha aparência, que desejo o menos exuberantes possíveis? Em mil, nove e oitenta e poucos, atravessei uma (ainda bem) breve fase pseudo-punk ou pseudo-pós-punk. A sério que, nessa altura, não havia um barbeiro decente em VC e os do Porto cobravam escudos que eu preferia utilizar em “estéticas, hum, mais interiores”. Daí que, durante mais de vinte anos, fui aprendendo a aparar o meu próprio cabelo. As primeiras vezes foram catastróficas. De início, sobretudo atrás, algumas peladas embaraçosas. Quando fui viver com T. a sua colaboração no corte e a sua natural atenção aos detalhes compensou a minha ausência de retrovisores.

 

Já em Oeiras, passei a ir um salão próximo de casa, não demasiado caro (caramba, falo de pêlos, nada que mereça mais do que uma dúzia de euros). Dois homens e duas mulheres. Elas, não só nesta profissão, quase sempre bem mais competentes. A mais reservada, com feições duras, quase masculinas, era a minha preferida. Na outra, igualmente eficaz, só encontrei não um defeito, mas um feitio que minimamente me desagradou. Só à 3ª sessão se apercebeu da minha preferência pelo silêncio. Até aí (coitada, sou um monstro, ela só tentava comunicar), experimentou diálogos sobre temas para mim impossíveis: futebol, arbitragens, carros, multas de trânsito, aparentes excessos de zelo policiais. Claro que eu nada respondia. Tudo menos irritar uma mulher com uma navalha no nosso pescoço.

 

Hoje, finalmente, fui cortar barba e cabelo. Descobri na net uma barbearia a cerca de 2 kms de casa. Cheguei lá cerca das 17h00. Saí um par de horas depois. Mais de uma hora de espera, mas não me arrependi. Dois jovens barbudos irrepreensivelmente simpáticos (um com vinte e poucos, mais calado, e o dono, uma jóia extrovertida, talvez com trinta e poucos). Fiquei deveras bem impressionado com «a boa onda» de ambos. O à-vontade sem aspas com que sobretudo o dono comunicava com os clientes e com a toda a gente (desde crianças a velhotes), que passava à sua porta, derreteram-me. Vida de bairro, suponho. Mesmo com uma tesoura próxima das orelhas ou uma navalha no pescoço, foi-me impossível não sorrir nalguns momentos mais bem-dispostos. Eles repararam e meteram-se comigo. Adorei. Nem parecia a pior Lisboa que eu conheço do meu trabalho. Fim de tarde perfeito na barbearia do Zé Nunes, em Alcântara.

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In-between too less and too smoked mirrors

por JQ, em 03.04.17

Mirror in the Bathroom - The Beat, 1980

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+1 alegoria

por JQ, em 03.04.17

Há histórias assim. Histórias em que os piratas capricham tanto na dissimulação dos tesouros que não conseguem encontrá-los quando escapam de qualquer prisão. prisão.

 

Já houve tempos assim. Tempos em que as figuras públicas eram tanto mais admiradas quanto mais labiríntico o seu discurso. Em poucas décadas, directos saltámos,de diversos modos cada vez menos sustentáveis, do 8 ao 80. Quase todos, tão orfãos de atenção, tentamos simplificar imagens, palavras e ideias, sem reparar no iminente abismo, ao virar da próxima esquina, da banalização de quase tudo, sobretudo do que vale a pena.

 

Particularizo. Particularizo porque sim, quando me apetece, e porque também cheguei, por momentos, a ser gémeo de quem, falecido à nascença mas ainda meu fantasma, se enquadrava no conceito. Foi-se na pressa de ir, demasiado cedo. A dona do útero comum, cuja renda nunca vou conseguir pagar, chegou a dizer-me que caso ele tivesse sobrevivido talvez eu não tivesse nascido.

 

Subtil. E como ele era subtil… tão subtil, mas tão subtil mesmo, que os que chegavam a lê-lo ficavam a pensar: «não faço ideia do que quer dizer, mas lá que escreve bem, ó se escreve!». Não obstante, chegou a confidenciar a um taxista que, uns meses depois de ter escrito fosse o que fosse, já não se lembrava do que tinha escondido nas entrelinhas.

 

Atalho. Tinha por foice comunicar ideias – um ofício então digno, sem breu de dúvida. Quando meteu as mãos à obra, acreditava que valeria a pena, todas as penas. Ao fim de algum tempo, convencido que era isso que esperavam dele, deixou-se enredar em jogos de espelhos e acabou perdendo a face entre estojos de sombras e blush carmim. A bem dizer, trocou a cara pelo caminho.

 

Encerro. Nunca mais o vi nem busquei. Receio que se tenha esvaído de vez pelos interstícios de uma alegoria mais obscura do que esta.

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por JQ, em 03.04.17

destruindo-gramaticas_03.jpg

"Zum ersten Mal ohne Perücken spazieren" (destruindo gramáticas com um "selfie" - Porto, mil, nove e setenta e muitos)

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+1 importação da minha página no "face" (nada de novo aqui, onde o Guiness desconhece que eu talvez seja o blogger que eliminou centenas de posts nas manhãs subsequentes à sua publicação : )

por JQ, em 03.04.17

Salvaguardando as devidas distâncias, um pouco à semelhança de escritores e seus blocos de notas sempre à mão, fotógrafos amadores ou profissionais e suas maquinetas a tiracolo, jornalistas sempre atentos à mínima possibilidade de notícia, um blogger não ocasional (seja nas plataformas mais antigas ou aqui no “face”) costuma ser uma criatura sempre na ânsia do mínimo pretexto para um post. Essa “febre”, não raras vezes, leva à partilha de sentimentos e pensamentos que repousa...m melhor na intimidade de cada um. Há quem não se preocupe minimamente com isso. Além ou aquém, ainda há quem se aperceba, ao acordar na manhã seguinte, que foi longe demais e vá logo eliminar confidências e desabafos desnecessariamente publicados na noite anterior. Ontem eliminei 4 posts desse género, o que implicou a eliminação dos comentários inclusos. As minhas desculpas aos seus autores.

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Close to whom?

por JQ, em 30.03.17

Close to me - The Cure, em 1984 (who the fuck would ever feel close to me? So sorry, I was raised that way (to only feel some comfort when distant). Tried so many times to escape it. All of my attempts went wrong. Still wish I could be just one more empathetic monkey (I still need to be cuddled, you know?), yes, I still feel the need to be more human)

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por JQ, em 22.03.17

Communicate - The B-52's, em 1986 (Um pedido sem aspas : independentemente de alguns sinais meus quase autistas, nunca deixem de... uns dias após, irei sempre responder)

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Sopas e descanso

por JQ, em 22.03.17

Talvez com demasiada frequência os posts de blogues remetem para links do facebook. Sinal dos tempos, talvez. Aí vai mais um, talvez demasiado coloquial, mas sem link de retorno:

 

Só mais um f…-se, pode ser? Prometo ser um pouco mais educado no futuro… Após uma semana e meia de confortável silêncio, acabo de ligar o telelé, para descobrir, passe a hipérbole, 1487 sms’ que vou eliminar de seguida sem sequer lê-los (mais de metade, previsivelmente, iria tentar demonstrar que não tenho direito ao meu silêncio). Sim, gente deveras adorável (cambada de terríveis fascistas telecomunicativos : )), a sério que já ninguém tem direito a algumas sopas e descanso?

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Revendo um pedaço do meu passado (sim, adoro laranjas - o fruto -, mas não, politicamente nunca fui por aí...)

por JQ, em 13.03.17

Foz-do-Ave_Agosto-2013.jpg

 

Isto não vai soar nada bem: costumo coçar o cotovelo direito quando ouço alguém confessar saudades da infância.

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Tão triste como alguns filmes suecos dos anos 50 e 60 do século passado é sobreviver à 1ª infância funcionando como um adulto e imaginar a velhice sem já conseguir sê-lo.

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São raras as imagens que me restam dos primeiros anos. As mais nítidas foram registadas em manhãs plenas de sol....

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 Numa dessas memórias, cada vez mais escassas, estou num quintal a cheirar terra húmida e a prová-la de seguida. Associada à imagem, bem por dentro, no byte mesmo ao lado, ficou a impressão de ter apreciado o cheiro e o seu sabor, ambos acres.

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Noutra, vou a caminhar ao longo do Ave, em direcção à praia do Forno. Visto uma blusa de felpo cor de laranja cansada e levo um balde azul com uma pá para escavar areias.

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 Perguntem às dunas: a areia é despicienda; entre algum deserto e o mais comum naufrágio familiar, quase tudo se assemelha e depende das águas, umas frescas e bravas, outras, por demasiado plácidas, que se renderam à estagnação.

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 Tantos anos passados, parte do meu primeiro trabalho em Lisboa consistia em tentar comunicar com acidentados no trabalho: um misto de alguns modestos enganadores e centenas de pessoas que tiveram mesmo muito azar.

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 Entre elas, as que demonstravam maior dificuldade em ultrapassar essa circunstância foram aquelas que tinham ficado soterradas.

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 Para além das lesões mais evidentes, não conseguiam esconder olhares inquietos, assustados, como bébés acabados de fugir de um útero demasiado estreito.

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 Vila do Conde, para mim, já foi assim: demasiado estreita, quase à letra, claustrofóbica. Pressinto que já não tanto, espero bem que já não. No entretanto, três décadas se foram. Ainda bem. Bolas, e outra vez, enquanto rebolo entre o Sahara do meu presente: espero voltar com a maior brevidade possível.

 

Foz-do-Ave_Agosto-2012.jpg

Foz do Ave - Agosto 2013 (entre uma visão, lamento, demasiado "J.S.D." e uma visão quase "intra-uterina" - Agosto 2012)

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"Could it be that is the season of the shark?"

por JQ, em 03.03.17

Season of the Shark - Yo La Tengo, 2003 (talvez não seja exactamente assim, mas o tempo actual e o futuro próximo, receio, afiguram-se mais propícios para piranhas, tubarões e demasiada gente de má fé : ( 

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Alguns riscos


Indícios?, por demais

um tremendo cansaço

de coisas feias, e daí

sons, diversos traços

caracteres alguns

de um rasto só


Algum tempo:


2017 Janeiro 2016 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro ; 2015 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro ; 2014 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro; 2013 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro; 2012 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho


Junho 2006/Junho 2012

(arquivos não acessíveis

via Google Chrome)


Algumas pessoas:


T ; José Carvalho da Costa, Francisco Q ; Alcino V, Vitor P ; José Carlos T, Fernando C, Eduardo F ; Paulo V, "Suf", Zé Manel, Miguel D, S, Isabel, Nancy ; Zé T, Marcelo, Faria, Eliana ; Isabel ; Ana C ; Paula, Carlos, Luís, Pedro, Sofia, Pli ; Miguel B ; professores Manuel João, Rogério, Fátima Marinho, Carlos Reis, Isabel Almeida, Paula Morão, Ivo Castro, Rita Veloso, Diana Almeida


Outros que, no exacto antípoda dos anteriores, despertam o pior de mim:


Demasiados. Não cabem aqui. É tudo gente discursivamente feia. Acendendo a TV ou ouvindo quem fora dela reproduz agendas mediáticas, entre o vómito e o tédio a lista tornar-se-ia insuportavelmente longa.


Uma chave, mais um chavão? A cultura popular do início deste séc. XXI fede !


joseqcarvalho@sapo.pt


Alguns nomes:


José Afonso ; 13th Floor Elevators, The Monks, The Sonics, The Doors, Jimi Hendrix, The Stooges, Velvet Underground, Love / Arthur Lee, Pink Floyd (1967-1972), Can, Soft Machine, King Crimson, Roxy Music; Nick Drake, Lou Reed, John Cale, Neil Young, Joni Mitchell, Led Zeppelin, Frank Zappa ; Lincoln Chase, Curtis Mayfield, Sly & The Family Stone ; The Clash, Joy Division, The Fall, Echo & The Bunnymen ; Ramones, Pere Ubu, Talking Heads, The Gun Club, Sonic Youth, Pixies, Radiohead, Tindersticks, Divine Comedy, Cornelius, Portishead, Beirut, Yo La Tengo, The Magnetic Fields, Smog / Bill Callahan, Lambchop, Califone, My Brightest Diamond, Tuneyards ; Arthur Russell, David Sylvian, Brian Eno, Scott Walker, Tom Zé, Nick Cave ; The Lounge Lizards / John Lurie, Blurt / Ted Milton, Bill Evans, Chet Baker, John Coltrane, Jimmy Smith ; Linton Kwesi Johnson, Lee "Scratch" Perry ; Jacques Brel, Tom Waits, Amália Rodrigues ; Nils Frahm, Peter Broderick, Greg Haines, Hauschka ; Franz Schubert, Franz Liszt, Eric Satie, Igor Stravinsky, György Ligeti ; Boris Berezovsky, Gina Bachauer, Ivo Pogorelich, Jascha Heifetz, David Oistrakh, Daniil Trifonov


Outros nomes:


Agustina Bessa Luís, Anna Akhmatova, António Franco Alexandre, Armando Silva Carvalho, Bob Dylan, Boris Vian, Carl Sagan, Cole Porter, Daniil Kharms, Evgeni Evtuchenko, Fernando Pessoa, George Steiner, Gonçalo M. Tavares, Guy Debord, Hans Magnus Enzensberger, Harold Bloom, Heiner Müller, João MIguel Fernandes Jorge, John Mateer, John McDowell, Jorge de Sena, José Afonso, Jürgen Habermas, Kevin Davies, Kurt Vonnegut Jr., Lêdo Ivo, Leonard Cohen, Luís de Camões, Luís Quintais, Marcel Proust, Marina Tzvietaieva, Mário Cesariny, Noam Chomsky, Ossip Mandelstam, Ray Brassier, Raymond Williams, Roland Barthes, Sá de Miranda, Safo, Sergei Yessinin, Shakespeare, Sofia M. B. Andresen, Ted Benton, Vitorino Nemésio, Vladimir Maiakovski, Wallace Stevens, Walter Benjamin, W.H. Auden, Wislawa Szymborska, Zbigniew Herbert, Zygmunt Bauman


Algum som & imagem:


Avec élégance

Crazy clown time

Danse infernale

Dark waters

Der himmel über berlin

Forever dolphin love

For Nam June Paik

Gridlocks

Happy ending

Lilac Wine

L'heure exquise

LoopLoop

Materials

Megalomania

Metachaos

Nascent

Orphée

Sailing days

Soliloquy about...

Solipsist

Sorry, I'm late

Submerged

Surface

Their Lullaby

The raw shark texts

Urban abstract

Unter