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Assim zumbindo vamos

por JQ, em 31.03.15

Eu pulo

Tu zunes

Ele poia

Ela púzia

E nozes?

 

The Department of Dead Letters, David Sylvian, 2009 

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por JQ, em 31.03.15

[Amy is trying to convince Sheldon to go to a university fundraiser he has boycotted]

 

Amy: Consider this: without you to make the case for the physics department, the task will fall to people like Leonard and Rajesh.

Sheldon: Are you trying to scare me? 'Cause you're succeeding!

Amy: Well, then, prepare to be terrified; if your friends are unconvincing, this year's donation might go to, say, the geology department.

Sheldon: Oh, dear, n-not the dirt people!

Amy: Or worse, it could go to... the liberal arts.

Sheldon: Nooo...

Amy: Millions of dollars being showered on poets, literary theorists and students of gender studies.

Sheldon: Oooh, the Humanities!

 

um diálogo em "The Big Bang Theory" (uma televisiva série deveras muito gringa)

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por JQ, em 29.03.15

If you go chasing rabbits

You know you're going to fall

 

Grace Slick

 

 White Rabbit, The Jefferson Airplane, 1967 (+ excertos de "Star Trek", série criada, em 1966, por Gene Roddenberry)

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da Incerteza

por JQ, em 29.03.15

[ uma coisa antiga, de 10.8.2005, acordada pelo excerto, mais abaixo, de Claude Lévi-Strauss ]

 

Foi assim, nem + nem - : sabendo-me composto de 12 pares de costelas e visto a frágil cartilagem das minhas letras parecer encontrar-se de férias, virei-me para as ciências. Apesar de já não recordar sequer como efectuar manualmente divisões por + do que 2 dígitos, dediquei-me, com o > pundonor, à mecânica quântica. Verdade…

 

Como era suposto essa maré durar nem 1 par de luas, a solução foi saltar por cima de Tales, Pitágoras, Euclides, Erastótenes, Copérnico, Kepler, Fermat, Pascal, Gauss, e tantos outros, aterrando à toa em cima de Werner HeisenbergNiels Bohr e Max Planck.

 

Mentira = conheci estes 2 últimos nos tempos em que fiz rádio. Aliás, qualquer 1 que saiba mexer n1 mesa de mistura já terá ouvido dizer, no mínimo, que o Raio de Bohr não é 1 interjeição depreciativa para o Niels, mas antes o raio da camada electrónica + próxima do núcleo atómico.

 

Interstellar Overdrive, Pink Floyd, 1967

(+ colagem de "2001, A Space Odissey", Stanley Kubrick, 1968)

 

Relativamente a Heisenberg, a coisa complicou-se. Em tempos, conheci-lhe a Aba. Ignorava-lhe o Princípio da Incerteza, o tal que, além do +, postula não se poderem medir com segurança as propriedades básicas do comportamento subatómico. Credo! Assustei-me a princípio. Logo após, para reganhar alg1 alento, socorri-me do empirismo + elementar.

 

Cozinhei 1 refogado de alhos e bugalhos e deixei aloirar na Bimby do meu neo-córtex; escavei no hipocampo e na amígdala e recordei aquela coisa dos 2 triângulos cruzados na estrela de 6 pontas dos hebreus (“o que está em cima é = ao que está em baixo”?); as semelhanças entre a figurações d1 átomo e d1 sistema planetário; o facto de cada planeta se ir gradualmente distanciando do seu sol, como cada sistema planetário do centro da sua galáxia, como estas do espaço-momento em que terá ocorrido o Big Bang, tal e qual os filhos se vão afastando dos pais ao longo do tempo.

 

O resultado do refogado foi decepcionante. Também, como raio poderia Heisenberg querer medir com segurança as propriedades básicas do comportamento subatómico? Bolas, nem do comportamento subatómico nem de nenh1 outro + superficial. Para chegar à mesma conclusão, basta conhecer os rudimentos de 3-4 religiões.

 

+ ainda? 1 pastor de cabras da Serra de Lafões, que passe + tempo no meio dos bichos do que com os seus semelhantes e conheça o seu umbigo melhor do que se vivesse em Silicon Valley, sabe que o seu comportamento, ou o das cabras, quando não o seu comportamento com as cabras, não é inteiramente previsível, quanto + mensurável.

 

Apesar da desilusão com Heisenberg, admirei-lhe a bravura. Afinal, se não descobrirmos, no entretanto, nada + importante para distrair o Tempo, por que não ir medindo os limites desta criatura a quem chamamos não Asdrúbal, mas Universo?

Todavia, nesse esforço, não estaremos apenas a reduzir a sua dimensão à nossa escala, a tentar comê-lo, olhando-o quase como 1 viúva + desesperada olharia para 1 dildo do tamanho do mundo?

 

Claro que o pastor de cabras há muito intuiu ser tal esforço inglório; que depois de ultrapassar 1 montanha, surgirá 1 outra, e outra, tantas + e assim por diante. Por muito que se tente aumentar o conhecimento do mundo, em X de abranger a sua real dimensão, o que se consegue é tornar os seus limites simultaneamente + ínfimos e + longínquos. Ressalve-se = em si só, isto não contém só 1 sinal - , uma vez que prolonga a Viagem.

 

Convirá, apenas, cada 1 saber escolher entre ser 1 daqueles amantes de carros, sempre tão concentrados na máquina e na mecânica das coisas que nem apreciam a paisagem, ou aquele sentado no lugar do morto ou no banco atrás, disfrutando a viagem com o > conforto possível.
 

O parágrafo anterior parece privilegiar a última escolha, mas nem tanto. Se, como assegura aquele adágio do mambo-jambo oriental, “viajar é + importante do que chegar ao destino”, creio bem que a esperança de Heisenberg, Bohr e Planck e tantos outros era que, ao fim de inúmeras montanhas, surgisse 1 espécie de mar imenso, onde tomar 1 banho de plenitude, onde descansar por momentos, para, logo após, tentar descobrir se existirá algo + do outro lado desse mar, e + e + e +. E, outra X, também isso pode contribuir para, distraindo o Tempo, essa criatura do Demo, ir alongando a Viagem.

 

gif-autor-Edward-L-Wright.gif

autor: Edward L. Wright, 2003

 

Desse modo, animado pelo exemplo daqueles 3 bravos heróis, agarrei-me ao logos e ao quantum como a 1 bóia de salvação e, cruzes!, descobri que, na imagem supra, as flutuações quânticas estão a ocorrer uniformemente através do espaço, crescendo de acordo com a lei R = (c/H)(exp[H*dt]-1), e movendo-se segundo a lei X = Xo exp[H*dt] Y = Yo exp[H*dt], sendo certo que aquela imagem mostra 1 região que se estende +/- 2 (c/H) em X e em Y.

 

Quem não entender isso, receio, talvez nunca vá entender senão a rama dos Vedas, da Bíblia e do Corão, nem o facto de este ter sido, de longe, o post + silly da estação. Hão-de ter paciência, não?

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[ este Sábado acordou bonito, vou passear ]

por JQ, em 28.03.15

 What's Stopping You?, LiveUnbound, We are the peole, Hammock, 2014 

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Triste tópico

por JQ, em 28.03.15

O que mais, realmente, tenho aprendido com os mestres que me ensinaram, os filósofos que li, as sociedades que visitei e mesmo com a Ciência de que o Ocidente se orgulha, para além de alguns pedaços de sabedoria que, ao fim e ao cabo, coincidem com a meditação do sábio à sombra da árvore?

 

Todo o esforço para aprender destrói o objecto estudado em favor de um outro, de natureza diferente; este segundo objecto requer de nós um novo esforço, que o destrói em favor de um terceiro, e assim por diante, até chegarmos a uma presença duradoira, o ponto no qual a distinção entre o significado e a sua ausência desaparece: o mesmo ponto onde começámos.

 

Já lá vão 2.500 anos desde que a humanidade descobriu e formulou estas verdades. Entretanto, não descobrimos nada de novo, excepto – já que tentámos, por outro lado, todas as saídas possíveis desse dilema – tantas provas adicionais da conclusão que gostaríamos de ter evitado.

 

 

Claude Lévi-Strauss, em “Tristes Tropiques”, 1955

(excerto traduzido do Inglês, citado em

Centennial Sauvage: The Survival of Tristes tropiques, por Paul Kahn)

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por JQ, em 27.03.15

D´yer Mak'er, Led Zeppelin, 1973 (e, só para judiar comigo e com o povo, também Lady Gaga, em 2006, numa versão +/- decente,  um pouco antes de os holofotes da fama a terem cegado e aos seus fãs)

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por JQ, em 27.03.15

Se eu tivesse um carro / havia de conhecer / toda a terra. / Se eu tivesse um barco / havia de conhecer / todo o mar. / Se eu tivesse um avião / havia de conhecer / todo o céu. / Tens duas pernas / e ainda não conheces / a gente da tua rua.

 

Luísa Dacosta

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por JQ, em 20.03.15

La Crise Est Finie, Albert Préjean, 1934 

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por JQ, em 20.03.15

Mal desperto no início desta manhã, quase poderia jurar que me cruzei há minutos, num canal televisivo, com o seguinte rodapé: “A SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES DIZ QUE A POESIA PODE AJUDAR A SAIR DA CRISE”. Bom, das duas, três. Pior dizendo, na incerteza das duas primeiras, aposto na terceira hipótese:

 

1 – esta malta da SPA talvez consuma alguma destas drogas novas, um desses nomes modernos, foneticamente bué de científicos, só familiares em corridas de cavalos ou, passe o pleonasmo, em festivais de música electrónica;

 

2 – quem digitou tal rodapé deve andar fortemente medicado com xanaxes, lexotans e afins;

 

3 – enfim, trata-se de um rodapé, apenas; mais logo, tentarei cuscar se há algo mais por trás; por agora, vou trabalhar um pouquito, reproduzindo lixo e outras desnecessidades, para ajudar o país a sair da crise.

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por JQ, em 18.03.15

 Under The Weather, Devine & Statton, 1989

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Se algum dia me desse para tuítar...

por JQ, em 18.03.15

A quem, na revessa dessa fortuna cada vez menos actual, teve o azar de não crescer entre as ervas de quintais, jardins e baldios não muito longínquos, talvez o seguinte soe algo bizarro…

.../...

Costumo coçar cotovelos quando ouço alguém dizer que tem saudades da infância.

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Tão triste, como um filme bielorusso dos anos 60 do século passado, é sobreviver aos primeiros anos funcionando como um adulto, imaginando o último terço sem conseguir sê-lo.

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São raras as imagens que me restam dos primeiros anos. As mais nítidas foram registadas em manhãs plenas de sol.

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Numa dessas memórias, cada vez mais escassas, estou num quintal a cheirar terra húmida e a prová-la de seguida. Associada à imagem, no byte mesmo ao lado, ficou a impressão de ter apreciado o cheiro e não ter desgostado do sabor.

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Noutra, vou a caminhar ao longo do rio em direcção à praia. Visto uma blusa de felpo cor de laranja cansada e levo um balde azul com uma pá para brincar na areia.

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Perguntem às dunas: a areia é despicienda; entre algum deserto e o mais comum naufrágio familiar, quase tudo se assemelha e depende das águas, umas frescas e bravas, outras, por demasiado plácidas, estagnadas.

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Tantos anos passados, uma das exigências do meu penúltimo trabalho foi conseguir comunicar com acidentados no trabalho. Entre alguns modestos enganadores, um imenso lote de pessoas que tiveram mesmo muito azar.

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Entre elas, as que demonstraram maior dificuldade em ultrapassar essa situação foram aquelas que ficaram soterradas.

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Para além das lesões mais evidentes, não conseguiam esconder olhares inquietos, assustados, como bébés acabados de fugir de um útero demasiado estreito.

.../...

De volta à infância, um pai dos meus, o mais biológico, decerto imbuído do melhor intento, acabou de naufragar os piores receios do seu filho mais jovem, virando o seu insuflado tapete “tulicreme”, com o objectivo de ensiná-lo a nadar…

.../...

Água e sal. Um sufoco, trauma futuro? Bom, uma espécie de drama e uma bolacha demasiado doce para esquecer.

.../... 

Ei! Evite, quem puder, as mais velhas dúvidas. Eram tempos outros, em que quase nenhuma demonstração de afecto era exactamente ouvida, ou bem vista.

.../...

Entre tão ínfima herança, qualquer juvenil vai crescendo, fazendo e dizendo o que for, ou nem isso, entre o mínimo e o máximo possíveis. Mas, se donos de alguma consciência do Tempo, perguntem-se:

 .../...

Se antes / durante / depois de nós, avós, pais, mães e adjacentes, gente que se sente minimamente contemporânea raramente foi / é / será capaz de motivar os seguintes para o porvir, o que raio velhotes como eu ainda fazem aqui?

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Alguns riscos


Indícios?, por demais

um tremendo cansaço

de coisas feias, e daí

sons, diversos traços

caracteres alguns

de um rasto só


Algum tempo:


2017 Janeiro 2016 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro ; 2015 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro ; 2014 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro; 2013 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro; 2012 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho


Junho 2006/Junho 2012

(arquivos não acessíveis

via Google Chrome)


Algumas pessoas:


T ; José Carvalho da Costa, Francisco Q ; Alcino V, Vitor P ; José Carlos T, Fernando C, Eduardo F ; Paulo V, "Suf", Zé Manel, Miguel D, S, Isabel, Nancy ; Zé T, Marcelo, Faria, Eliana ; Isabel ; Ana C ; Paula, Carlos, Luís, Pedro, Sofia, Pli ; Miguel B ; professores Manuel João, Rogério, Fátima Marinho, Carlos Reis, Isabel Almeida, Paula Morão, Ivo Castro, Rita Veloso, Diana Almeida


Outros que, no exacto antípoda dos anteriores, despertam o pior de mim:


Demasiados. Não cabem aqui. É tudo gente discursivamente feia. Acendendo a TV ou ouvindo quem fora dela reproduz agendas mediáticas, entre o vómito e o tédio a lista tornar-se-ia insuportavelmente longa.


Uma chave, mais um chavão? A cultura popular do início deste séc. XXI fede !


joseqcarvalho@sapo.pt


Alguns nomes:


José Afonso ; 13th Floor Elevators, The Monks, The Sonics, The Doors, Jimi Hendrix, The Stooges, Velvet Underground, Love / Arthur Lee, Pink Floyd (1967-1972), Can, Soft Machine, King Crimson, Roxy Music; Nick Drake, Lou Reed, John Cale, Neil Young, Joni Mitchell, Led Zeppelin, Frank Zappa ; Lincoln Chase, Curtis Mayfield, Sly & The Family Stone ; The Clash, Joy Division, The Fall, Echo & The Bunnymen ; Ramones, Pere Ubu, Talking Heads, The Gun Club, Sonic Youth, Pixies, Radiohead, Tindersticks, Divine Comedy, Cornelius, Portishead, Beirut, Yo La Tengo, The Magnetic Fields, Smog / Bill Callahan, Lambchop, Califone, My Brightest Diamond, Tuneyards ; Arthur Russell, David Sylvian, Brian Eno, Scott Walker, Tom Zé, Nick Cave ; The Lounge Lizards / John Lurie, Blurt / Ted Milton, Bill Evans, Chet Baker, John Coltrane, Jimmy Smith ; Linton Kwesi Johnson, Lee "Scratch" Perry ; Jacques Brel, Tom Waits, Amália Rodrigues ; Nils Frahm, Peter Broderick, Greg Haines, Hauschka ; Franz Schubert, Franz Liszt, Eric Satie, Igor Stravinsky, György Ligeti ; Boris Berezovsky, Gina Bachauer, Ivo Pogorelich, Jascha Heifetz, David Oistrakh, Daniil Trifonov


Outros nomes:


Agustina Bessa Luís, Anna Akhmatova, António Franco Alexandre, Armando Silva Carvalho, Bob Dylan, Boris Vian, Carl Sagan, Cole Porter, Daniil Kharms, Evgeni Evtuchenko, Fernando Pessoa, George Steiner, Gonçalo M. Tavares, Guy Debord, Hans Magnus Enzensberger, Harold Bloom, Heiner Müller, João MIguel Fernandes Jorge, John Mateer, John McDowell, Jorge de Sena, José Afonso, Jürgen Habermas, Kevin Davies, Kurt Vonnegut Jr., Lêdo Ivo, Leonard Cohen, Luís de Camões, Luís Quintais, Marcel Proust, Marina Tzvietaieva, Mário Cesariny, Noam Chomsky, Ossip Mandelstam, Ray Brassier, Raymond Williams, Roland Barthes, Sá de Miranda, Safo, Sergei Yessinin, Shakespeare, Sofia M. B. Andresen, Ted Benton, Vitorino Nemésio, Vladimir Maiakovski, Wallace Stevens, Walter Benjamin, W.H. Auden, Wislawa Szymborska, Zbigniew Herbert, Zygmunt Bauman


Algum som & imagem:


Avec élégance

Crazy clown time

Danse infernale

Dark waters

Der himmel über berlin

Forever dolphin love

For Nam June Paik

Gridlocks

Happy ending

Lilac Wine

L'heure exquise

LoopLoop

Materials

Megalomania

Metachaos

Nascent

Orphée

Sailing days

Soliloquy about...

Solipsist

Sorry, I'm late

Submerged

Surface

Their Lullaby

The raw shark texts

Urban abstract

Unter