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por JQ, em 15.01.16

 

Soy Un Vagabundo - Luis Alberto del Paraná y sus Paraguayos (algures, provavelmente em Moscovo, em meados do século passado, na TV de um império que felizmente já não existe...)

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O meu mais básico lamento enquanto agnóstico (mesmo que aparentemente inocente, este Universo parece conspirar contra mim... sim, +1 disparate, não só, mas sobretudo para Miguel B., um amigão dos últimos anos e para sempre, espero)

por JQ, em 14.01.16

Guarda-chuva perdido (banho encontrado)

Novo guarda-chuva comprado (sol regressado)

Guarda-chuva em casa esquecido (mau tempo retornado :)

 

Buster_Keaton-gif-de-autor-desconhecido.gif

Buster Keaton num "gif" de autor desconhecido

 

As obras literárias e pictográficas de William Blake (finais do séc. XVIII – inícios do séc. XIX) demoraram quase um século a ser reconhecidas. Então e ainda mais agora (durante o actual Império das Celebridades), imagino que o anonimato talvez seja bem capaz de se aproximar de uma experiência condenada à maior tristeza. Adiante.

 

Uma das suas obras mais glosadas terá sido “Marriage of Heaven and Hell”. Suponho, sem nenhum decerto incluso, que Blake, como quase sempre, aí terá ilustrado, à sua maneira tão única, o que foi, é e será este esforço quase inglório de tentar ser ou soar humano

 

Repescando essa ponta, uma oclusa escama desse peixe, que ainda se debate por respirar num riacho quase seco, só me ocorre um lamento/desabafo: “Sinto-me divorciado de qualquer Céu e de qualquer Inferno. Pior? Sinto-me irredutivelmente distante do meu Tempo.”

 

Não é assim tão frequente, mas, por vezes, dói-me um incerto cotovelo ao cruzar-me com quem (a minha mãe, por exemplo) atravessa tempestades debaixo do guarda-chuva de qualquer fé. Porquê? Nada de um outro mundo, lamento, mas, às vezes, meio perdido neste deserto informativo tão chão, sinto um sufoco do pior, quase afogado no mais impuro lixo. Receio precisar de alguma redenção caída dos céus, nem que torrencial, nem que a mínima possível, pode ser?.

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por JQ, em 10.01.16

 You're Lost, Little Girl + Love Me Two Times - The Doors (audio: Estocolmo, 1968)

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por JQ, em 10.01.16

Children of the future age,

Reading this indignant page,

Know that in a former time

Love, sweet love, was thought a crime.

 

In the age of gold,

Free from winter's cold,

Youth and maiden bright,

To the holy light,

Naked in the sunny beams delight.

 

Once a youthful pair,

Filled with softest care,

Met in garden bright

Where the holy light

Had just removed the curtains of the night.

 

Then, in rising day,

On the grass they play;

Parents were afar,

Strangers came not near,

And the maiden soon forgot her fear.

 

Tired with kisses sweet,

They agree to meet

When the silent sleep

Waves o'er heaven's deep,

And the weary tired wanderers weep.

 

To her father white

Came the maiden bright;

But his loving look,

Like the holy book

All her tender limbs with terror shook.

 

'One, pale and weak,

To thy father speak!

Oh the trembling fear!

Oh the dismal care

That shakes the blossoms of my hoary hair!'

 

 

Little Girl Lost, William Blake

(“Songs of Innocence and Experience”, 1794)

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+ pop (carro na oficina, guarda-chuva esquecido sei lá onde, após tanto banho nos últimos dias, tanta banhada emocional nos últimos anos... voto para 2016?: quero lá saber da chuva e dos profetas da "meteorologia" actual)

por JQ, em 08.01.16

Não só, mas sobretudo para o Zé Carlos

(vulgo Phil Manzanera, vulgo Greg Tavaridge :)

amigo de infância e, desde então, amigão por aí fora

por ainda saber fazer-me sentir tão bem comigo próprio

 

 C'mon, c'mon! - Bronski Beat, 1986

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por JQ, em 08.01.16

De repente, parecia

que nada nos faltava:

andorinhas, oliveiras, hortelã.

 

A brisa no meu rosto é a brisa

no teu rosto. A 110 à hora,

quem se lembra

de uma vinha destruída?

 

São 3 e 25

e nenhuma autoridade nos daria 

mais de 15 anos.

 

 

José Miguel Silva

(Na Ilha de Calipso, rev. 2014)

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Pop

por JQ, em 07.01.16

 I Could Be Happy, Altered Images, em 1981

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Sinais +

por JQ, em 07.01.16

How sweet I roamed from field to field,

And tasted all the summer's pride,

Till I the prince of love beheld,

Who in the sunny beams did glide!

[…]

 

Little Fly,

Thy summer’s play

My thoughtless hand

Has brushed away

 

Am not I

A fly like thee?

Or art not thou

A man like me?

 

For I dance,

And drink, and sing,

Till some blind hand

Shall brush my wing.

[…]

 

William Blake:

How sweet I roamed (1ª estrófe)

+ The Fly (primeiras três estrófes,

- "Songs of Experience", 1794)

 

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E basta de pimba (por agora)

por JQ, em 07.01.16

 

 Step Right Up, Tom Waits em 1977

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“Quão mais baixo posso descer enquanto blogger?” (uma questão algo pertinente, após ter recentemente publicado fotos de gatos e três vídeos deveras pimba)

por JQ, em 05.01.16

You never know what is enough

unless you know what is more than enough.

William Blake

 

“How low can you go?” é o nome de um êxito do rapper norte-americano Ludacris, que não vai ser reproduzido aqui pela simples razão de não conseguir ouvir 99,9% do hip-hop actual (excepções? os dois primeiros álbuns dos Public Enemy e algumas músicas dos Wu-Tang Clan).

 

Entendo que a malta, sobretudo por volta dos vinte anitos, se identifique com essa forma de expressão. Convenha-se que reflecte melhor “o ar deste tempo” do que a pop actual e a música erudita, mas, enfim, aquilo não é canto (é quase tão mau como Pedro Abrunhosa após o seu 1º álbum). Aos ouvidos de um quase velhote como eu, tudo isso, como quase toda a cultura popular contemporânea, soa apenas como vómito.

 

Mea culpa: por volta dos meus 18-20 anitos, também me deixei seduzir pelo “Zeitgeist” imanente no punk e pós-punk. A passagem do tempo ensinou-me a evitar alguns ruídos naturalmente juvenis. Não será regra geral, pois já conheci excepções, mas é de supor que nessas idades contaminadas por hormonas aos pinchos o bom gosto não seja exactamente a primeira prioridade.

 

No vídeo supra é manifesto esse contraste entre gerações: hip-hop = juventude actual = subversão possível = renúncia de valores antigos. Pode ser, todo esse ruído até pode valer e o defeito pode ser meu: prefiro vozes que saibam cantar. Sim, no vídeo supra, não passo de um velhote que foge do hip-hop e do ruído presente em quase toda a cultura contemporânea.

 

A sério, nunca irei espezinhar auscultadores, qualquer produto de qualquer "cultura juvenil". Cresci, lamento. Apenas desejo que um futuro melhor aconteça: alguma noção de harmonia e beleza vai ser precisa, pode ser?

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por JQ, em 02.01.16

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por JQ, em 02.01.16

[…] to realign

the warp of history by

 

more than a snippet, or

forestall, when the wailing

stops, the looming torpor –

 

except from, just possibly,

inside the fragile

ambush of being funny.

 

 

Amy Clampitt

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Pág. 1/2



Alguns riscos


Indícios?, por demais

um tremendo cansaço

de coisas feias, e daí

sons, diversos traços

caracteres alguns

de um rasto só


Algum tempo:


2017 Janeiro 2016 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro ; 2015 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro ; 2014 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro; 2013 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro; 2012 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho


Junho 2006/Junho 2012

(arquivos não acessíveis

via Google Chrome)


Algumas pessoas:


T ; José Carvalho da Costa, Francisco Q ; Alcino V, Vitor P ; José Carlos T, Fernando C, Eduardo F ; Paulo V, "Suf", Zé Manel, Miguel D, S, Isabel, Nancy ; Zé T, Marcelo, Faria, Eliana ; Isabel ; Ana C ; Paula, Carlos, Luís, Pedro, Sofia, Pli ; Miguel B ; professores Manuel João, Rogério, Fátima Marinho, Carlos Reis, Isabel Almeida, Paula Morão, Ivo Castro, Rita Veloso, Diana Almeida


Outros que, no exacto antípoda dos anteriores, despertam o pior de mim:


Demasiados. Não cabem aqui. É tudo gente discursivamente feia. Acendendo a TV ou ouvindo quem fora dela reproduz agendas mediáticas, entre o vómito e o tédio a lista tornar-se-ia insuportavelmente longa.


Uma chave, mais um chavão? A cultura popular do início deste séc. XXI fede !


joseqcarvalho@sapo.pt


Alguns nomes:


José Afonso ; 13th Floor Elevators, The Monks, The Sonics, The Doors, Jimi Hendrix, The Stooges, Velvet Underground, Love / Arthur Lee, Pink Floyd (1967-1972), Can, Soft Machine, King Crimson, Roxy Music; Nick Drake, Lou Reed, John Cale, Neil Young, Joni Mitchell, Led Zeppelin, Frank Zappa ; Lincoln Chase, Curtis Mayfield, Sly & The Family Stone ; The Clash, Joy Division, The Fall, Echo & The Bunnymen ; Ramones, Pere Ubu, Talking Heads, The Gun Club, Sonic Youth, Pixies, Radiohead, Tindersticks, Divine Comedy, Cornelius, Portishead, Beirut, Yo La Tengo, The Magnetic Fields, Smog / Bill Callahan, Lambchop, Califone, My Brightest Diamond, Tuneyards ; Arthur Russell, David Sylvian, Brian Eno, Scott Walker, Tom Zé, Nick Cave ; The Lounge Lizards / John Lurie, Blurt / Ted Milton, Bill Evans, Chet Baker, John Coltrane, Jimmy Smith ; Linton Kwesi Johnson, Lee "Scratch" Perry ; Jacques Brel, Tom Waits, Amália Rodrigues ; Nils Frahm, Peter Broderick, Greg Haines, Hauschka ; Franz Schubert, Franz Liszt, Eric Satie, Igor Stravinsky, György Ligeti ; Boris Berezovsky, Gina Bachauer, Ivo Pogorelich, Jascha Heifetz, David Oistrakh, Daniil Trifonov


Outros nomes:


Agustina Bessa Luís, Anna Akhmatova, António Franco Alexandre, Armando Silva Carvalho, Bob Dylan, Boris Vian, Carl Sagan, Cole Porter, Daniil Kharms, Evgeni Evtuchenko, Fernando Pessoa, George Steiner, Gonçalo M. Tavares, Guy Debord, Hans Magnus Enzensberger, Harold Bloom, Heiner Müller, João MIguel Fernandes Jorge, John Mateer, John McDowell, Jorge de Sena, José Afonso, Jürgen Habermas, Kevin Davies, Kurt Vonnegut Jr., Lêdo Ivo, Leonard Cohen, Luís de Camões, Luís Quintais, Marcel Proust, Marina Tzvietaieva, Mário Cesariny, Noam Chomsky, Ossip Mandelstam, Ray Brassier, Raymond Williams, Roland Barthes, Sá de Miranda, Safo, Sergei Yessinin, Shakespeare, Sofia M. B. Andresen, Ted Benton, Vitorino Nemésio, Vladimir Maiakovski, Wallace Stevens, Walter Benjamin, W.H. Auden, Wislawa Szymborska, Zbigniew Herbert, Zygmunt Bauman


Algum som & imagem:


Avec élégance

Crazy clown time

Danse infernale

Dark waters

Der himmel über berlin

Forever dolphin love

For Nam June Paik

Gridlocks

Happy ending

Lilac Wine

L'heure exquise

LoopLoop

Materials

Megalomania

Metachaos

Nascent

Orphée

Sailing days

Soliloquy about...

Solipsist

Sorry, I'm late

Submerged

Surface

Their Lullaby

The raw shark texts

Urban abstract

Unter