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por JQ, em 06.12.13

Albert Camus: Para aprender a viver em sociedade eu sugeriria uma grande cidade. Actualmente, é esse o único deserto ao nosso alcance.

 

Gore Vidal: Tal como as sociedades crescem em direcção à decadência, também a linguagem vai decaindo. As palavras são utilizadas para esconder, não para iluminar. Acção: liberta-se uma cidade destruindo-a.

 

Groucho Marx: Para ser infeliz não é necessário ter parentes em Kansas City.

 

Rudyard Kipling: Embati numa cidade, uma cidade real a que chamam Chicago. Desejo, com a maior urgência, não voltar a vê-la, pois é habitada por selvagens.

 

Lil Wayne: Eu sou a minha cidade. Ninguém na minha cidade quer saber da minha cidade.

 

D.H. Lawrence: A Criação destrói à sua passagem, derruba uma árvore para permitir que outra cresça, enquanto a Humanidade ideal aboliria a morte, multiplicar-se-ia aos milhões atrás de milhões, ergueria cidade atrás de cidade, salvaria todos os parasitas vivos, até a mera acumulação de existências ser engolida pelo horror.

 

Novalis: A Natureza é uma cidade mágica petrificada.

 

Italo Calvino: Viajando pode-se reparar que as diferenças se perderam: cada cidade se assemelha a todas as cidades; os lugares vão trocando entre si forma, ordem e distância, enquanto uma nuvem de poeira informe vai invadindo os continentes […] “As imagens da memória, uma vez fixadas por palavras, esvaem-se”, terá dito Polo. Talvez eu receie perder Veneza, se num repente falar dela, ou talvez, referindo outras cidades, eu já as tenha perdido, pouco a pouco, para sempre. […] Nas ruas de Chloe, uma grande cidade, as pessoas movem-se como se todas fossem estrangeiras. Quando se cruzam, imaginam mil e uma coisas sobre os outros; encontros eventualmente possíveis, conversas, surpresas, carícias, mordidelas. Mas ninguém cumprimenta ninguém; olhares cruzam-se por um segundo, antes de divergirem, sempre sem parar, na busca de outros olhares.

 

Emil Cioran: Sempre que o acaso me leva a qualquer cidade, maravilho-me quando motins não ocorrem diariamente: massacres, indescritíveis carnificinas, um caos apocalíptico. Como raio consegue esta gente coexistir num espaço tão diminuto sem se odiarem entre si até à morte?

 

Don DeLillo: As cidades foram construídas para medir o Tempo, para removê-Lo da Natureza. Despindo-O de todas as superfícies, vai-se ver e o que o resta é o Terror, i.e., o que a Literatura era suposto curar.

 

Thomas Wolfe: Era uma cidade cruel, mas ainda assim adorável; uma cidade selvagem, mas ainda assim dentro de si contendo uma ternura tamanha: algo azedo, bem rude, catacumbas de pedra e aço, e mais pedra, ainda, em túneis, de forma selvagem, escavados pela luz, pela violência do eco esbravando, entre a interminável guerra entre homens e máquinas, e, ainda assim, tudo isso era doce no seu delicado pulsar, pleno de calor, de paixão e de amor, como se pleno de ódio.  

 

Frank Ghery: Reparem, a arquitectura encontra sempre lugares onde se esconder, muitas desculpas: “o cliente obrigou-me a isto”, “ a cidade obrigou-me àquilo, “oh, o orçamento”. Já não acredito em nada disso.

 

Noel Coward: Não sei bem naquilo em que Londres se vai tornando. Quanto mais altos os prédios, mais rasteira a moral.

 

Federico Garcia Lorca: Os dois elementos que o viajante primeiro capta numa grande cidade são a sobrehumana arquitectura e o furioso ritmo: geometria e angústia.

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Alguns riscos


Indícios?, por demais

um tremendo cansaço

de coisas feias, e daí

sons, diversos traços

caracteres alguns

de um rasto só


Algum tempo:


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Junho 2006/Junho 2012

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Outros que, no exacto antípoda dos anteriores, despertam o pior de mim:


Demasiados. Não cabem aqui. É tudo gente discursivamente feia. Acendendo a TV ou ouvindo quem fora dela reproduz agendas mediáticas, entre o vómito e o tédio a lista tornar-se-ia insuportavelmente longa.


Uma chave, mais um chavão? A cultura popular do início deste séc. XXI fede !


joseqcarvalho@sapo.pt


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