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Ainda sobre luz e trevas

por JQ, em 19.10.16

para um amigo distante, de seu nome Isaac

 

No âmbito de um estudo recente sobre luz e cores (sim, estudo sem aspas, pois quando se estuda o que for deve-se mergulhar o mais fundo possível, para depois, quiçá, poder emergir mais sábio), calhou tropeçar em «Optics» (Isaac Newton, 1704). Nele Newton apresentou-se assim: “My design in this book is not to explain the properties of light by hypotheses, but to propose and prove them by Reason and experiments”.  

Nada contra, Isaac. Caramba, tanto ainda hoje te devemos, mas o meu intento/desenho é quase oposto. Não pretendo explicar a ponta de uma córnea e, diante de tanto ruído e irracionalidade na tele/comunicação, já há muito desisti de provar seja o que for através da Razão. Um agnóstico como eu, nos limites da sua sinceridade, limita-se a driblar hipóteses, tentando sobreviver nesse pântano.

Canibalizo-te, citando-te mais uma vez: “To myself I am only a child playing on the beach, while vast oceans of truth lie undiscovered before me”. Dito isto, diante tantos sinais coincidentes, receio o advento de uma nova idade das trevas. Seguem-se algumas das tuas luzes:

 

And if one look through a prism upon a white object encompassed with blackness or darkness, the reason of the colours arising on the edges is much the same, as will appear to one that shall a little consider it. If a black object be encompassed with a white one, the colours which appear through the prism are to be derived from the light of the white one, spreading into the regions of the black, and therefore they appear in a contrary order to that, when a white object is surrounded with black. And the same is to be understood when an object is viewed, whose parts are some of them less luminous than others. For in the borders of the more and less luminous parts, colours ought always by the same principles to arise from the excess of the light of the more luminous, and to be of the same kind as if the darker parts were black, but yet to be more faint and dilute.

…/…

For nature is a perpetual circulatory worker, generating fluids out of solids, and solids out of fluids, fixed things out of volatile, and volatile out of fixed, subtile out of gross, and gross out of subtile, some things to ascend and make the upper terrestrial juices, rivers and the atmosphere; and by consequence others to descend for a requital to the former. And as the Earth, so perhaps may the sun imbibe this spirit copiously to conserve his shining, and keep the planets from receding further from him. And they that will, may also suppose, that this Spirit affords or carries with it thither the solary fewell and materiall Principle of Light; and that the vast ethereal spaces between us and the stars are for a sufficient repository for this food of the sun and planets.

…/…

The changing of bodies into light, and light into bodies, is very conformable to the course of nature, which seems delighted with transmutations.

Autoria e outros dados (tags, etc)



Alguns riscos


Indícios?, por demais

um tremendo cansaço

de coisas feias, e daí

sons, diversos traços

caracteres alguns

de um rasto só


Algum tempo:


2017 Janeiro 2016 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro ; 2015 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro ; 2014 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro; 2013 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro; 2012 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho


Junho 2006/Junho 2012

(arquivos não acessíveis

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Algumas pessoas:


T ; José Carvalho da Costa, Francisco Q ; Alcino V, Vitor P ; José Carlos T, Fernando C, Eduardo F ; Paulo V, "Suf", Zé Manel, Miguel D, S, Isabel, Nancy ; Zé T, Marcelo, Faria, Eliana ; Isabel ; Ana C ; Paula, Carlos, Luís, Pedro, Sofia, Pli ; Miguel B ; professores Manuel João, Rogério, Fátima Marinho, Carlos Reis, Isabel Almeida, Paula Morão, Ivo Castro, Rita Veloso, Diana Almeida


Outros que, no exacto antípoda dos anteriores, despertam o pior de mim:


Demasiados. Não cabem aqui. É tudo gente discursivamente feia. Acendendo a TV ou ouvindo quem fora dela reproduz agendas mediáticas, entre o vómito e o tédio a lista tornar-se-ia insuportavelmente longa.


Uma chave, mais um chavão? A cultura popular do início deste séc. XXI fede !


joseqcarvalho@sapo.pt


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Der himmel über berlin

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Happy ending

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L'heure exquise

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Materials

Megalomania

Metachaos

Nascent

Orphée

Sailing days

Soliloquy about...

Solipsist

Sorry, I'm late

Submerged

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The raw shark texts

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