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"Anima"

por JQ, em 27.08.16

Completamente à solta, em ociosos pinchos pela selva da net, buscando apenas por “trees”, esbarrei em diversas versões e/ou transcrições do que J.R.R. Tolkien terá dirigido a C.S. Lewis, por volta de 1931, sobre imanência e transcendência, primitivo e moderno, justificando a sua preferência pelo animismo. O texto melhor escrito, creio, foi este. Segue-se (preguiça minha) o que dispensa, espero, qualquer tradução:

 

You look at trees and called them “trees,” and probably you do not think twice about the word. You call a star a “star,” and think nothing more of it. But you must remember that these words, “tree,” “star,” were (in their original forms) names given to these objects by people with very different views from yours. To you, a tree is simply a vegetable organism, and a star simply a ball of inanimate matter moving along a mathematical course. But the first men to talk of “trees” and “stars” saw things very differently. To them, the world was alive with mythological beings. They saw the stars as living silver, bursting into flame in answer to the eternal music. They saw the sky as a jeweled tent, and the earth as the womb whence all living things have come. To them, the whole of creation was “myth-woven and elf patterned”.

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De Maria Árvore a 31.08.2016 às 18:22

Mestre J.Q.,
louvo esta lição de história digna de Lucien Febvre ou George Duby. Porque não será historiador, sobretudo das mentalidades, aquele que não entender que o ser humano consoante a sua época se distingue pelos instrumentos que utiliza e os códigos mentais que o regem. Ou seja, o historiador de hoje que trabalha com um computador à frente tem de entender um D. Afonso Henriques que nem escrever sabia e manejava uma espada vestido com uma cota de malha, e apenas comia à mão ou com uma colher; tem de se colocar no lugar dele para entender como ele via o mundo que o rodeava. 
E se quisermos ser humanos, temos de nos pôr no lugar do outro para o entender.
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De JQ a 06.09.2016 às 15:41

Caramba, mais um comentário deveras difícil de responder. Nestes casos, alguma ironia pode ser útil: - Mestre? Quem?! (e humano, só na medida em que uma criatura entre a besta e a máquina tem saudades da sua infância "mamífera" :).
Eis assi, resumido num disparate, mais do que deveria ter revelado    
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De Maria Árvore a 06.09.2016 às 17:50

Continuando a ironia, caso necessário posso recomendar alguns sites bastante "mamíferos". :))) (isto de andar a reler o «Opius Pistorium» torna-me muito "mamífera")
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De Anónimo a 07.09.2016 às 14:37

Ora bolas, vou ter de ser indelicado. Não, não me basta alguém recomendar-me sítios "recomendáveis", mesmo que alguns sejam deveras interessantes (sempre grato aos mais esforçados). A sério que preciso de um, qualquer esforço. Talvez, como em quase todos, numa boa parte da gente com quem me tenho cruzado, talvez ainda esida a esperança - oh, palavra deveras feia - quem sabe, talvez, numa  ou noutra,  o Futuro acabe um pouco menos sombrio do que o horror mais previsível.
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De Maria Árvore a 07.09.2016 às 16:55

Estranho JQ que estejas anónimo... mas nas grande cidades essa é a condição dos habitantes. Boa metáfora. 
Quanto à questão que me levou a responder é que eu não recomendo sites recomendáveis a ninguém, já que nem eu própria devo ser recomendável. Apenas recomendo sites mamíferos: a minha técnica para espairecer da espuma dos dias.
Sobre o Futuro há muitos anos que vivo apenas um dia de cada vez e apesar de não lhe prever bons resultados, recuso-me a acreditar que seja isso o que a humanidade vai levar. Porque no dia em que acreditar mesmo, suicido-me.
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De JQ a 08.09.2016 às 01:06

Completamente de acordo: que se lixe este futuro que nos apresentam como único possível (este presente que só existe nas gramáticas dos prisioneiros de telejornais), mas o passado, segundo dizem, também já morreu. Bom, não é de hoje a precisão de um futuro mais que perfeito.

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