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Ciências da minha natureza

por JQ, em 24.06.16

 

Ciências da (minha) natureza (bom, parte dela). Segue em Inglês, por solidariedade com os bifes que ontem mostraram um manguito aos eurocratas. Já não era sem tempo, para ver se esses estupores aprendem alguma lição democrática. Claro que não vai adiantar. Eles querem lá saber dos outros, da melhor parte do Outro. O mais provável é deixarem “isto” apodrecer até daqui a uma dúzia de anos andarmos outra vez à batatada como nos séculos passados. Adiante.

 

Hoje só falei Inglês. Em desabono da minha triste verdade, ainda sobrevivente entre o milhão de surdos e mudos que vive ou trabalha em Lisboa, foram só dois interlocutores: um foi o simpático merceeiro nepalês da esquina, com quem sempre comunico na língua do Império; o outro foi o seu canito, de nome Raschid mas com cara de Nigel, que deve ter farejado umas fatias de fiambre no meu saco e não se calava. Em vez de dizer-lhe: “Epá, cala-te lá, deixa-me em paz!”, levei o indicador à boca, inclinei o corpo e disse-lhe: “Now suhsh, Raschid, be a good a boy, go fuck your boss’s leg”. Para minha e sua surpresa, Raschid entendeu-me. Felizmente, o seu dono não. Adiante. Transcrevendo algumas legendas do vídeo supra, sobre um crustáceo chamado estomatópode:

 

Here we will explore true facts about the mantis shrimp. The mantis shrimp is a living fossil of the prehistoric clown, that all modern clowns evolved from. […] The eyes of the mantis shrimp are among the most advanced eyes in the animal kingdom. These are very complicated eyes. Lots of tiny little eye parts moving in different directions. It’s impossible to get a read on what these little bastards are thinking. Is it mad? No. Each of our human eyes creates a single picture and the two together means we have binocular vision. Each one of the mantis shrimp’s eyes creates three separate images. A trinocular eyeball, and it has two of them which means it’s sexnocular. Dirty science. Wow, what was that? You can clean your eyeballs? That’s crazy. Human eyes can detect three color wavelenghts. The mantis shrimp’s can detect 5.400 of them. Just kidding, they can detect 12, nine more than we can. […] Imagine a color you even can’t imagine. Now do that 9 more times. That is how a mantis shrimp do. Oddly the mantis shrimp is pretty bad at discerning the colors that humans can see. Which is probably the cause why it dresses like an idiot. And this explains the modern clown as well. […]

 

O resto do vídeo descreve o mau feitio e técnicas predatórias do estomatópode. Censurei a sua transcrição porque só o fabuloso olhar deste crustáceo me fascinou. De qualquer modo, o vídeo talvez funcione melhor com o botão das legendas em “on”.

Autoria e outros dados (tags, etc)



Alguns riscos


Indícios?, por demais

um tremendo cansaço

de coisas feias, e daí

sons, diversos traços

caracteres alguns

de um rasto só


Algum tempo:


2017 Janeiro 2016 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro ; 2015 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro ; 2014 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro; 2013 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro; 2012 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho


Junho 2006/Junho 2012

(arquivos não acessíveis

via Google Chrome)


Algumas pessoas:


T ; José Carvalho da Costa, Francisco Q ; Alcino V, Vitor P ; José Carlos T, Fernando C, Eduardo F ; Paulo V, "Suf", Zé Manel, Miguel D, S, Isabel, Nancy ; Zé T, Marcelo, Faria, Eliana ; Isabel ; Ana C ; Paula, Carlos, Luís, Pedro, Sofia, Pli ; Miguel B ; professores Manuel João, Rogério, Fátima Marinho, Carlos Reis, Isabel Almeida, Paula Morão, Ivo Castro, Rita Veloso, Diana Almeida


Outros que, no exacto antípoda dos anteriores, despertam o pior de mim:


Demasiados. Não cabem aqui. É tudo gente discursivamente feia. Acendendo a TV ou ouvindo quem fora dela reproduz agendas mediáticas, entre o vómito e o tédio a lista tornar-se-ia insuportavelmente longa.


Uma chave, mais um chavão? A cultura popular do início deste séc. XXI fede !


joseqcarvalho@sapo.pt


Alguns nomes:


José Afonso ; 13th Floor Elevators, The Monks, The Sonics, The Doors, Jimi Hendrix, The Stooges, Velvet Underground, Love / Arthur Lee, Pink Floyd (1967-1972), Can, Soft Machine, King Crimson, Roxy Music; Nick Drake, Lou Reed, John Cale, Neil Young, Joni Mitchell, Led Zeppelin, Frank Zappa ; Lincoln Chase, Curtis Mayfield, Sly & The Family Stone ; The Clash, Joy Division, The Fall, Echo & The Bunnymen ; Ramones, Pere Ubu, Talking Heads, The Gun Club, Sonic Youth, Pixies, Radiohead, Tindersticks, Divine Comedy, Cornelius, Portishead, Beirut, Yo La Tengo, The Magnetic Fields, Smog / Bill Callahan, Lambchop, Califone, My Brightest Diamond, Tuneyards ; Arthur Russell, David Sylvian, Brian Eno, Scott Walker, Tom Zé, Nick Cave ; The Lounge Lizards / John Lurie, Blurt / Ted Milton, Bill Evans, Chet Baker, John Coltrane, Jimmy Smith ; Linton Kwesi Johnson, Lee "Scratch" Perry ; Jacques Brel, Tom Waits, Amália Rodrigues ; Nils Frahm, Peter Broderick, Greg Haines, Hauschka ; Franz Schubert, Franz Liszt, Eric Satie, Igor Stravinsky, György Ligeti ; Boris Berezovsky, Gina Bachauer, Ivo Pogorelich, Jascha Heifetz, David Oistrakh, Daniil Trifonov


Outros nomes:


Agustina Bessa Luís, Anna Akhmatova, António Franco Alexandre, Armando Silva Carvalho, Bob Dylan, Boris Vian, Carl Sagan, Cole Porter, Daniil Kharms, Evgeni Evtuchenko, Fernando Pessoa, George Steiner, Gonçalo M. Tavares, Guy Debord, Hans Magnus Enzensberger, Harold Bloom, Heiner Müller, João MIguel Fernandes Jorge, John Mateer, John McDowell, Jorge de Sena, José Afonso, Jürgen Habermas, Kevin Davies, Kurt Vonnegut Jr., Lêdo Ivo, Leonard Cohen, Luís de Camões, Luís Quintais, Marcel Proust, Marina Tzvietaieva, Mário Cesariny, Noam Chomsky, Ossip Mandelstam, Ray Brassier, Raymond Williams, Roland Barthes, Sá de Miranda, Safo, Sergei Yessinin, Shakespeare, Sofia M. B. Andresen, Ted Benton, Vitorino Nemésio, Vladimir Maiakovski, Wallace Stevens, Walter Benjamin, W.H. Auden, Wislawa Szymborska, Zbigniew Herbert, Zygmunt Bauman


Algum som & imagem:


Avec élégance

Crazy clown time

Danse infernale

Dark waters

Der himmel über berlin

Forever dolphin love

For Nam June Paik

Gridlocks

Happy ending

Lilac Wine

L'heure exquise

LoopLoop

Materials

Megalomania

Metachaos

Nascent

Orphée

Sailing days

Soliloquy about...

Solipsist

Sorry, I'm late

Submerged

Surface

Their Lullaby

The raw shark texts

Urban abstract

Unter