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E outra vez: sopas e descanso...

por JQ, em 24.05.17

Sopas e descanso, o único desejo após ter caído na asneira de ler notícias por uma só hora – demasiado gelo e sangue e, claro, inanidades a rodos -, antes de desligá-las durante o fim-de-semana. As do MSN são obrigatórias, por conseguirem ser tão ou ainda mais idiotas do que as de qualquer tabloide. Ficam para outra altura, para quando me apetecer apalhaçar um pouco a minha “realidade”.

 

Ao invés, as do Google News ainda vão soando um poucochinho mais sérias. Numa delas, diz Stephen Hawking que, se quisermos sobreviver enquanto espécie, precisamos de encontrar outro planeta num prazo de 100 anos. Tudo bem, faz sentido.

 

Típica vítima do pior tédio, passe a ridícula presunção, já acredito nisso, numa escala reduzida, há décadas. Por isso, exceptuando o último, fui mudando de local de trabalho quase em cada par de anos. Bastava conhecer os cantos da casa, pressentir o que subjazia numa dificuldade crescente em saltar da cama, por quase adivinhar o que cada um iria dizer na manhã seguinte e fui mudando de paisagem - ala que se faz tarde.

 

Voltando a Hawkins, receio que ele tenha razão. Mais tarde ou cedo, vamos ser demasiados para os finitos recursos deste planeta. Se assim, for, para onde fugir? Há uns anos, Europa, uma das 4 luas de Júpiter, onde talvez ainda se possa encontrar uma possibilidade de vida submarina, pareceu-me um sítio algo possível. Depois encontrei fotos deprimentes: um oceano, por enquanto insondável, sob uma capa de gelo riscada por raios cor de sangue.

 

Desisti da ideia. Era mais do que uma lua, talvez a continuação do continente onde vivo. Daí a minha simpatia crescente por Plutão, um sítio recentemente despromovido e daí mais distante de atenções desconfortáveis, onde talvez seja possível viver entre alguma paz. Bom, no fundo é este o meu GPS actual: sopas e descanso quando possível; gelo e sangue, p.f., nunca mais!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)



Alguns riscos


Indícios?, por demais

um tremendo cansaço

de coisas feias, e daí

sons, diversos traços

caracteres alguns

de um rasto só


Algum tempo:


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Junho 2006/Junho 2012

(arquivos não acessíveis

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T ; José Carvalho da Costa, Francisco Q ; Alcino V, Vitor P ; José Carlos T, Fernando C, Eduardo F ; Paulo V, "Suf", Zé Manel, Miguel D, S, Isabel, Nancy ; Zé T, Marcelo, Faria, Eliana ; Isabel ; Ana C ; Paula, Carlos, Luís, Pedro, Sofia, Pli ; Miguel B ; professores Manuel João, Rogério, Fátima Marinho, Carlos Reis, Isabel Almeida, Paula Morão, Ivo Castro, Rita Veloso, Diana Almeida


Outros que, no exacto antípoda dos anteriores, despertam o pior de mim:


Demasiados. Não cabem aqui. É tudo gente discursivamente feia. Acendendo a TV ou ouvindo quem fora dela reproduz agendas mediáticas, entre o vómito e o tédio a lista tornar-se-ia insuportavelmente longa.


Uma chave, mais um chavão? A cultura popular do início deste séc. XXI fede !


joseqcarvalho@sapo.pt


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José Afonso ; 13th Floor Elevators, The Monks, The Sonics, The Doors, Jimi Hendrix, The Stooges, Velvet Underground, Love / Arthur Lee, Pink Floyd (1967-1972), Can, Soft Machine, King Crimson, Roxy Music; Nick Drake, Lou Reed, John Cale, Neil Young, Joni Mitchell, Led Zeppelin, Frank Zappa ; Lincoln Chase, Curtis Mayfield, Sly & The Family Stone ; The Clash, Joy Division, The Fall, Echo & The Bunnymen ; Ramones, Pere Ubu, Talking Heads, The Gun Club, Sonic Youth, Pixies, Radiohead, Tindersticks, Divine Comedy, Cornelius, Portishead, Beirut, Yo La Tengo, The Magnetic Fields, Smog / Bill Callahan, Lambchop, Califone, My Brightest Diamond, Tuneyards ; Arthur Russell, David Sylvian, Brian Eno, Scott Walker, Tom Zé, Nick Cave ; The Lounge Lizards / John Lurie, Blurt / Ted Milton, Bill Evans, Chet Baker, John Coltrane, Jimmy Smith ; Linton Kwesi Johnson, Lee "Scratch" Perry ; Jacques Brel, Tom Waits, Amália Rodrigues ; Nils Frahm, Peter Broderick, Greg Haines, Hauschka ; Franz Schubert, Franz Liszt, Eric Satie, Igor Stravinsky, György Ligeti ; Boris Berezovsky, Gina Bachauer, Ivo Pogorelich, Jascha Heifetz, David Oistrakh, Daniil Trifonov


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