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Espécie de anotação pouco diária de um recente utilizador do Livro de Caretas

por JQ, em 02.02.17

Ao fim de um par de semanas, durante as quais só vim aqui 4 ou 5 vezes, deu-me na telha enumerar meia dúzia de “queixinhas”, sobre o que, suspeito, nunca irei apreciar no Facebook. Tentarei que seja a última, pois todos já conhecem as suas vantagens e desvantagens há anos e não passa de má-educação “morder a mão” de quem, a troco de publicidade, me oferece uma plataforma onde comunicar. Desculpem-me o “lençol”, talvez demasiado longo, que estendo a seguir:

1. A publicidade obrigatória: todos, sobretudo no Ocidente, vivemos rodeados de anúncios a produtos indignos de qualquer interesse pessoal; ok, a máquina precisa de alimento, mas, a sério, talvez me fosse mais confortável comunicar num ambiente menos publicitário;

2. O layout obrigatório: por pruridos meramente estéticos (sim, sempre estive próximo da certeza do que é belo e do que não é; a minha mãe que repita o que me disse por volta dos meus 5-6 anos: “Tu não me deixas ser mãe, nem sequer me deixas escolher a tua roupa” :), custa-me partilhar as mesmas cores, o mesmo design, o mesmo tamanho de colunas e de caracteres (aqui impossíveis de personalizar, ao contrário dos blogues), a mesma “roupa virtual” com centenas de milhões; é engraçado como um das principais ferramentas do capitalismo actual me faz sentir como um das centenas de milhões de chineses que, sob a ditadura de Mao Tsé Tung, vestiam todos da mesma maneira... adiante;

3. Para quem me foi acompanhando enquanto blogger há uma dúzia de anos, isto não é novidade: num esforço inglório por manter alguma sanidade no mundo “real” e virtual, de quando em vez preciso de me desligar, envolver-me nos cobertores do meu sofá real e esquecer-me do mundo; por vezes, passo semanas sem abrir o email nem o blog; francamente, quando, há 6 meses, me ofereceram um smartphone, não descansei enquanto não bloqueei a possibilidade de receber comunicações internáuticas; aquele pi-pi-pi das notificações telemóveis causava-me uma ansiedade desnecessária, por haver quem quisesse telecomunicar comigo quando nem sempre estava/estou/estarei disponível;

4. Não me levem demasiado a mal neste meu reparo infantil: acho que a maior dos usuários do facebook já não se preocupa em criar ou partilhar ideias (ou conteúdos, como agora sói dizer-se); acho que a maior dos utilizadores desta plataforma do Demo apenas tenta fazer uma espécie de contabilidade de amigos, com ou sem aspas, ou repartir mensagens dignas de um sms; sabem que mais?, até os telemóveis mais pobres já permitem há décadas trocar “likes” entre “smileys” e inanidades do género;

5. Na meia dúzia de vezes em que entrei recentemente nesta minha conta do facebook, não sem angústia, fui-me apercebendo da premência de interagir com quem vai comunicando comigo (nenhuma plataforma de blogues que experimentei – Blogger.com = 2; a extinta Weblog.pt = 1; actualmente no Sapo.pt = 1 me causou tamanha ansiedade, quando não sabia/sei/saberei o que responder);

5. Nem hoje à tarde, nem amanhã (devido a uma agenda profissional anormalmente ocupada), mas, no próximo fds, espero poder visitar dezenas de páginas dos meus amigos sem aspas e distribuir likes e dislikes, conforme diversas Luas me permitirem.

Autoria e outros dados (tags, etc)


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De Anónimo a 12.02.2017 às 22:02

Aproveito para me "queixar", também, pela ausência do seu pedido de amizade , "faceboquiano", claro! 
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De JQ a 14.02.2017 às 10:32

?!... caríssimo ou caríssima, nunca tive aqueles pruridos de tantos bloggers sobre comentários anónimos (mais do que a assinatura interessa-me o sumo de qualquer  comentário). Seja como for (excepto se, neste seu comentário, estiver a judiar com o livro de caretas), como raio posso enviar um pedido de amizade a um/a destinatário/a que desconheço?

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Alguns riscos


Indícios?, por demais

um tremendo cansaço

de coisas feias, e daí

sons, diversos traços

caracteres alguns

de um rasto só


Algum tempo:


2017 Janeiro 2016 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro ; 2015 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro ; 2014 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro; 2013 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro; 2012 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho


Junho 2006/Junho 2012

(arquivos não acessíveis

via Google Chrome)


Algumas pessoas:


T ; José Carvalho da Costa, Francisco Q ; Alcino V, Vitor P ; José Carlos T, Fernando C, Eduardo F ; Paulo V, "Suf", Zé Manel, Miguel D, S, Isabel, Nancy ; Zé T, Marcelo, Faria, Eliana ; Isabel ; Ana C ; Paula, Carlos, Luís, Pedro, Sofia, Pli ; Miguel B ; professores Manuel João, Rogério, Fátima Marinho, Carlos Reis, Isabel Almeida, Paula Morão, Ivo Castro, Rita Veloso, Diana Almeida


Outros que, no exacto antípoda dos anteriores, despertam o pior de mim:


Demasiados. Não cabem aqui. É tudo gente discursivamente feia. Acendendo a TV ou ouvindo quem fora dela reproduz agendas mediáticas, entre o vómito e o tédio a lista tornar-se-ia insuportavelmente longa.


Uma chave, mais um chavão? A cultura popular do início deste séc. XXI fede !


joseqcarvalho@sapo.pt


Alguns nomes:


José Afonso ; 13th Floor Elevators, The Monks, The Sonics, The Doors, Jimi Hendrix, The Stooges, Velvet Underground, Love / Arthur Lee, Pink Floyd (1967-1972), Can, Soft Machine, King Crimson, Roxy Music; Nick Drake, Lou Reed, John Cale, Neil Young, Joni Mitchell, Led Zeppelin, Frank Zappa ; Lincoln Chase, Curtis Mayfield, Sly & The Family Stone ; The Clash, Joy Division, The Fall, Echo & The Bunnymen ; Ramones, Pere Ubu, Talking Heads, The Gun Club, Sonic Youth, Pixies, Radiohead, Tindersticks, Divine Comedy, Cornelius, Portishead, Beirut, Yo La Tengo, The Magnetic Fields, Smog / Bill Callahan, Lambchop, Califone, My Brightest Diamond, Tuneyards ; Arthur Russell, David Sylvian, Brian Eno, Scott Walker, Tom Zé, Nick Cave ; The Lounge Lizards / John Lurie, Blurt / Ted Milton, Bill Evans, Chet Baker, John Coltrane, Jimmy Smith ; Linton Kwesi Johnson, Lee "Scratch" Perry ; Jacques Brel, Tom Waits, Amália Rodrigues ; Nils Frahm, Peter Broderick, Greg Haines, Hauschka ; Franz Schubert, Franz Liszt, Eric Satie, Igor Stravinsky, György Ligeti ; Boris Berezovsky, Gina Bachauer, Ivo Pogorelich, Jascha Heifetz, David Oistrakh, Daniil Trifonov


Outros nomes:


Agustina Bessa Luís, Anna Akhmatova, António Franco Alexandre, Armando Silva Carvalho, Bob Dylan, Boris Vian, Carl Sagan, Cole Porter, Daniil Kharms, Evgeni Evtuchenko, Fernando Pessoa, George Steiner, Gonçalo M. Tavares, Guy Debord, Hans Magnus Enzensberger, Harold Bloom, Heiner Müller, João MIguel Fernandes Jorge, John Mateer, John McDowell, Jorge de Sena, José Afonso, Jürgen Habermas, Kevin Davies, Kurt Vonnegut Jr., Lêdo Ivo, Leonard Cohen, Luís de Camões, Luís Quintais, Marcel Proust, Marina Tzvietaieva, Mário Cesariny, Noam Chomsky, Ossip Mandelstam, Ray Brassier, Raymond Williams, Roland Barthes, Sá de Miranda, Safo, Sergei Yessinin, Shakespeare, Sofia M. B. Andresen, Ted Benton, Vitorino Nemésio, Vladimir Maiakovski, Wallace Stevens, Walter Benjamin, W.H. Auden, Wislawa Szymborska, Zbigniew Herbert, Zygmunt Bauman


Algum som & imagem:


Avec élégance

Crazy clown time

Danse infernale

Dark waters

Der himmel über berlin

Forever dolphin love

For Nam June Paik

Gridlocks

Happy ending

Lilac Wine

L'heure exquise

LoopLoop

Materials

Megalomania

Metachaos

Nascent

Orphée

Sailing days

Soliloquy about...

Solipsist

Sorry, I'm late

Submerged

Surface

Their Lullaby

The raw shark texts

Urban abstract

Unter