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Lidos

por JQ, em 14.02.16

“Não tenho motivos para viver”. É o segundo graffiti do género nas imediações da estação de metro das Laranjeiras. O outro rezava assim: “Só estou vivo por preguiça”. Apagaram-no, mas o que parece manter vivo o graffiter é isto mesmo, spray de tinta preta contra as paredes mortas da cidade. A toponímia engana, os dormitórios não existem apenas nos subúrbios. Na Estrada da Luz […]

 

António Caeiro, em "O Melancólico Grafitter das Laranjeiras"

 

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Um artigo curioso, talvez duvidoso, só para memória futura, sobre como académicos da Universidade de Princeton tentam demonstrar quão fácil é viciar programas informáticos que contam votos.

 

no Washington’s Blog 

 

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ocasionalmente sou despertado / por um rebanho à porta de casa / olho para a grua lá longe e penso / como seria leve o abandono / se entre casas emparedadas / pudessem crescer ervas / onde um rebanho de ovelhas / pastasse tranquilamente / e um pastor brindasse com restos / de pão o seu fiel companheiro

 

A Grua (quinto andamento), de Henrique Fialho

 

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Uma teoria sobre estratégias das elites para se manterem no topo: “pagar a metade da classe trabalhadora para eliminar a outra metade”.

 

Jay Gould (corrector na Wall Street da 2ª metade do séc. XIX) citado em “Why There Will Be No New New Deal”, por Eric Alterman, em "The Nation"

 

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Podes comprar mil hectares de florestae mil hectares mais, / mas não podes comprar o declinar do sol / nem o sussurro do vento / nem a alegria ao voltar a casa / quando é florida a urze ao longo do carreiro / Não, nós possuímos as florestas /  Tal como uma criança a sua mãe.

 

Hans Borli, em Âncoras e Nefelibatas

 

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Da brumosa manhã não se consegue dobar uma ideia. Como do exterior, o interior é vago, circunscrito e orientado para pequenas tarefas domésticas, mecânicas, que não exigem novos planos ou uma planificação mental excessiva. Só o ordenar das palavras, agora, obriga a alguma reflexão prévia, uma articulação de dados mais precisos, uma intuição de vocábulos a haver, um caminho para sair do nevoeiro. […]

 

APS, em “Osmose 60”, no Arpose

 

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Uma reflexão, de um crente para crentes, sobre a necessidade de ir mais além das três religiões abraâmicas, que até talvez um agnóstico poderia quase subscrever:

 

Se quisermos afirmar a dignidade de toda a vida humana, não deveríamos fazê-lo através da descendência de um antepassado comum, ou até por muitos de nós seguirem um patriarca religioso [Abraão]. Não, se o nosso deus for o Deus de todo o Cosmos, então teremos de continuar a afirmar que existe dignidade nos nossos ossos, porque as nossas vidas são sagradas, porque a nossa humanidade nos liga uns aos outros, e – para aqueles que utilizam uma terminologia religiosa – porque cada criança é filha de Deus (o que me leva a pensar naqueles que não acreditam em qualquer divindade!)

 

Omid Safi, em On Being

 

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Intervalo. Vou ao chinês comprar sacos de plástico.

 

no Fworld

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De Anónimo a 14.02.2016 às 21:17

Registei e agradeço.
Cordialmente,
APS
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De JQ a 16.02.2016 às 11:22

Grato eu pelo que escreveu e, ainda mais, pela forma como o escreveu. 

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Alguns riscos


Indícios?, por demais

um tremendo cansaço

de coisas feias, e daí

sons, diversos traços

caracteres alguns

de um rasto só


Algum tempo:


2017 Janeiro 2016 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro ; 2015 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro ; 2014 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro; 2013 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho Maio Abril Março Fevereiro Janeiro; 2012 Dezembro Novembro Outubro Setembro Agosto Julho Junho


Junho 2006/Junho 2012

(arquivos não acessíveis

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Algumas pessoas:


T ; José Carvalho da Costa, Francisco Q ; Alcino V, Vitor P ; José Carlos T, Fernando C, Eduardo F ; Paulo V, "Suf", Zé Manel, Miguel D, S, Isabel, Nancy ; Zé T, Marcelo, Faria, Eliana ; Isabel ; Ana C ; Paula, Carlos, Luís, Pedro, Sofia, Pli ; Miguel B ; professores Manuel João, Rogério, Fátima Marinho, Carlos Reis, Isabel Almeida, Paula Morão, Ivo Castro, Rita Veloso, Diana Almeida


Outros que, no exacto antípoda dos anteriores, despertam o pior de mim:


Demasiados. Não cabem aqui. É tudo gente discursivamente feia. Acendendo a TV ou ouvindo quem fora dela reproduz agendas mediáticas, entre o vómito e o tédio a lista tornar-se-ia insuportavelmente longa.


Uma chave, mais um chavão? A cultura popular do início deste séc. XXI fede !


joseqcarvalho@sapo.pt


Alguns nomes:


José Afonso ; 13th Floor Elevators, The Monks, The Sonics, The Doors, Jimi Hendrix, The Stooges, Velvet Underground, Love / Arthur Lee, Pink Floyd (1967-1972), Can, Soft Machine, King Crimson, Roxy Music; Nick Drake, Lou Reed, John Cale, Neil Young, Joni Mitchell, Led Zeppelin, Frank Zappa ; Lincoln Chase, Curtis Mayfield, Sly & The Family Stone ; The Clash, Joy Division, The Fall, Echo & The Bunnymen ; Ramones, Pere Ubu, Talking Heads, The Gun Club, Sonic Youth, Pixies, Radiohead, Tindersticks, Divine Comedy, Cornelius, Portishead, Beirut, Yo La Tengo, The Magnetic Fields, Smog / Bill Callahan, Lambchop, Califone, My Brightest Diamond, Tuneyards ; Arthur Russell, David Sylvian, Brian Eno, Scott Walker, Tom Zé, Nick Cave ; The Lounge Lizards / John Lurie, Blurt / Ted Milton, Bill Evans, Chet Baker, John Coltrane, Jimmy Smith ; Linton Kwesi Johnson, Lee "Scratch" Perry ; Jacques Brel, Tom Waits, Amália Rodrigues ; Nils Frahm, Peter Broderick, Greg Haines, Hauschka ; Franz Schubert, Franz Liszt, Eric Satie, Igor Stravinsky, György Ligeti ; Boris Berezovsky, Gina Bachauer, Ivo Pogorelich, Jascha Heifetz, David Oistrakh, Daniil Trifonov


Outros nomes:


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